EUA, 14. 102 min. Direção de Don Hall e Chris Williams.
Nenhum dos dois diretores é muito conhecido. Don Hall fez
antes o bonitinho mas bem infantil Ursinho
Pooh (11), fora sua experiência como roteirista. O de Chris Williams é menos notável ainda com o fraco Bolt Supercão e poucos roteiros. De
qualquer forma, isso não constitui um problema. A presença Marvel é tão forte
que ao final dos enormes letreiros há ainda uma ceninha bem divertida,
envolvendo aquela piada discutível e de mau exemplo, do mau uso da cueca
infantil. Mas a figura que surge agradará os fãs.
E antes do longa temos ainda um desenho de animação daqueles
que costumam sempre ficar entre os finalistas do Oscar®, sobre um cachorrinho
bonitinho e comilão, e sua luta para manter a família unida para assim não lhe
faltar petiscos deliciosos. Nada de novo mas engraçadinho e encantador como
Disney nos acostumou (já esta perto dos 200 milhões de renda nos EUA).
Voltando ao prato principal, já no começo ficamos sabendo
que a ação se passa na cidade de San Fransokyo (mix de Tóquio junto com San
Francisco), em que um garoto Hiro Hamada ganha de presente um robot
especialmente construído por seu irmão genial (para lhe proteger de doenças).
Só que tem uma figura inflável e parece ser gordinho demais, e por isso
desajeitado. Mas paralelamente o irmão trabalha e estuda num lugar onde se
fazem pesquisas incríveis, mas que tem o azar de explodir e matar o rapaz. O
mais novo procura a vingança e treina Big Hero 6 (o nome é marca registrada da
Marvel) para ser um robot tipo lutador de Sumô. E assim por diante, com as
lutas, tipos exóticos e outras figuras interessantes (e naturalmente muita ação
como é marca desse gênero japonês). Eventualmente viram superheróis e tudo se
resolve. É interessante saber que a ação
se passa num futuro alternativo depois do terremoto de 1906 de San Francisco.
Que teria sido reconstruída por emigrantes japoneses, usando técnicas que permite
as construções movimentos e flexibilidade. O Nome é porque combina a
arquitetura das duas cidades . O nome do vilão Yokai quer dizer espírito ou
fantasma em japonês. Hiro seria o primeiro herói Disney bi-racial, branco e
japonês. Os fãs mais atentos também poderão perceber a existência de vários
Easter Eggs!
Enfim, boa diversão (embora os heróis não pertençam ao mesmo
universo cinemático dos personagens Marvel que já estrearam no cinema).
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