Fargo, 2014, 10 episódios, indicada para cinco Globos de
Ouro (melhor série e atores Allison
Tolman, Billy Bob Thorton, Martin Freeman, coadj Colin Hanks). No elenco, ainda
Keith Carradine, Oliver Platt, Kate Walsh, Rachel Blanchard.
Noah que escreve todos os roteiros e também o chamado show runner, veio de Bones, mas publicou
livros, fez roteiros não filmados, agora que se revela. Escreveu as séries não
bem sucedidas My Generation e The Unusuals. Não vejo outra pessoa a
creditar (os diretores também são quase todos jovens e fazem um trabalho
incrível, teve momentos que parei o filme para rever algumas sequências
espetaculares e inovadoras. Algumas na neve (passa-se em Minessota, mas foi
rodado no Canadá).
Embora não lembre Tarantino, tem um tom de
violência semelhante, que na verdade foram os Irmãos Coen que lançaram (ou
relançaram) no cinema americano. Sempre inesperado, fora do comum. O primeiro
episódio, chamado O Dilema do Crocodilo
mostra um carro andando numa estrela gelada pela neve, que atropela um cervo e
é jogada fora da estrada. Logo se revela que tem alguém no porta malas de
cuecas que sai correndo e escapa pela neve. É um quebra cabeças que vai se
compondo aos poucos, se tornando um exercício brilhante (nem sempre a narrativa
é literal e imediata). De qualquer forma, a policial Molly (a revelação
Allison) é a figura chave porque é a única que parece entender alguma coisa e
conseguir raciocinar. Mas ninguém quer acreditar nela (na história ela é filha
de ex-policial, feita pelo veterano e muito envelhecido Keith Carradine e ira
se unir a outra surpresa, Colin Hanks, que é o filho deTom Hanks, e faz um
policial ainda mais desajeitado do que ela). Sempre com muito humor negro e
ironia, ficamos conhecendo também os dois protagonistas. Lester, Freeman, um vendedor de seguros covarde e infeliz, que é
humilhado pela esposa e por antigo colega de escola. E um matador que usa às
vezes o nome de Lorne, Billy, que usa sempre uma expressão fria e cínica, que
são sua marca registrada e funciona muito. Esse é o sujeito frio, brilhante,
sem escrúpulos que sairá pela cidade matando e fazendo um tipo de justiça que
nos vai custar a fazer sentido.Mas eu garanto que vale a pena. Desde Breaking Bad não se via uma série tão inteligente e bem realizada, não tão original porque afinal nasce de um filme consagrado. Mas eu vibrei até mesmo no capitulo final e ao saber que nesta próxima temporada que irá estrelar é Kirsten Dunst (subestimada) e o comediante Jesse Plemons (fez Paul junto com Freeman, Olive Kitteridge e Todd em Breaking Bad). Procurem conhecer que vale a pena!!!
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