Extremamente direto e simples, sem firulas, o filme me interessou muito, ao revelar que em Israel não há casamento civil nem divórcio civil. Só os rabinos podem legitimar um casamento ou divórcio. Mas essa dissolução só acontece com o total consentimento do marido. Que no final das contas tem mais poder que os juízes. Aqui a heroína Viviane (feita pela também codiretora do filme) está a três anos pedindo o divórcio, enquanto ela tenta vencer a intransigência do marido. Tudo se complica quando de forma absurda problemas pessoais são trazidos ao julgamento.
A história foi inspirada na própria mãe da diretora, e é contada em três capítulos, (Tomar uma Mulher, Os Sete Dias e o ultimo que leva o titulo do filme). Primeiro a heroína Viviane mãe de quatro filhos vive sob a pressão muda do marido que não consegue deixar. Depois reúne todos os parentes próximos e já esta separada dele. Mas é na terceira e ultima parte que ela vai tentar buscar o manuscrito que lhe dá o divórcio (que seria o Gett do título original).
Num cenário despido de uma sala de audiências, tudo muito cru e direto, participamos da discussão, da querela e da decisão. Meias verdades, injustiças (um marido testemunha no lugar de sua mulher proibida de falar), o filme é direto, sem tempos fortes, ou qualquer romantismo. E talvez por isso mesmo ainda mais tocante.
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