EUA,
2015. 115 min. Direção de Seth McFarlane. Com Mark Wahlberg, a voz de
Seth, Amanda Seyfried, Giovanni Ribisi, Morgan Freeman, Sam J. Jones,
John Carroll Lynch, Liam Neeson, Patrick Stewart (narrador), Dennis
Haysbert, Tom Brady, John Leno, Jimmy Kimmel.
Prepara-se por que
começou a temporada dos filmes que fracassaram no circuito americano e
chegam aqui já de crista baixa, na esperança de capturarem os dólares
perdidos. Essa safra anual de perdedores prossegue agora com esta
desastrosa continuação do sucesso do primeiro Ted (no
meio teve também a presença do criador, dublador e diretor Seth
McFarlane que foi um desastre como apresentador da Festa do Oscar e como
diretor de um faroeste pseudo- cômico chamado Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola). O primeiro Ted
foi um enorme sucesso , para orçamento de 50 milhões rendeu 218 milhões
nos EUA e mais 330 milhões no exterior). Mas não gostaram desta
continuação que não rendeu mais de 81 milhões nos EUA (o orçamento subiu
para 68 milhões já que em continuação todos ganham mais!) e 92 no
exterior. Sorte que a Universal este ano estourou com outros filmes que
irá equilibrar esta perda.
Estranho como o que parecia ser
divertido no primeiro filme se perde aqui diante de maior dose de
grosseria/baixaria. (Mila Kunis, heroína do primeiro não pode estar
presente porque estava grávida de seu companheiro Ashton Kutcher). Ted
normalmente é o apelido de ursinhos e neste caso é o nome de um urso
falador e pornográfico, que vive feliz num mundo de baixaria com o seu
dono Mark Wahlberg, o homem de uma cara só! Esta continuação já começa
quando Ted esta para se casar com sua noiva, que é uma bela loira (o
padre é feito pelo ex-Flash Gordon!). Já corta para a festa de casamento
onde esbarram num casal gay que é mostrado com total falta de respeito
(se fosse engraçado, tudo estaria perdoado). Segue outro momento de
baixaria, quando tem flash back da festa de solteiro onde todos
assistem casal de ursos transando!!! O amigo John (Mark) esta deprimido
apesar de ter se divorciado há seis meses.
Como o diretor gosta
de musicais à moda antiga, Ted começa a dançar no salão e entram os
letreiros que são em cima de uma extravaganza saudando os filmes
antigos, com Stepping out With My Baby, de Irving Berlin, em uma grande bolo à moda de Ziegfeld,
com Ted dando uma de Fred Astaire. Nada brilhante, mas certamente o
único momento decente do filme. Já vamos direto para o casal em seu
apartamento brigando feio e Ted indo beber no bar (e Jay Leno topou
fazer uma piadinha de mau gosto provando que americano é capaz de
aceitar qualquer coisa). Ted trabalha de caixa num super mercado (e
atende Liam Neeson), para salvar o casamento eles resolvem então ter um
bebe!
Segue-se uma citação homenageando a série de TV Law & Order
e começam os problemas para engravidar, já que o urso não tem o básico
para isso e agora um doador de esperma (Ted também descobre que Mark
esta viciado em pornografia da pesada!). Quando Flash Gordon não dá
certo eles vão masturbar o Tom Brady, justamente o marido de Gisele
Bundchen! Não dá certo e partem para o obvio, usando John (e o auge do
filme é ele caindo e levando um banho de esperma rejeitado!). Será que
preciso ir adiante? Ah, falta registrar que a noiva não pode engravidar e
para complicar Ted não é uma pessoa, ao menos diante dos olhos do
Estado. E então, o casal passa a ser perseguido pelo governo e ...
Bom,
tudo vai piorando, ficando cada vez menos engraçado, mais complicado
(Amanda Seyfried, faz a advogada que ajuda e se envolve com Mark e tem
uma canção solo!), burro (há uma discussão sobre F. Scott Fitzgerald,
onde eles acham que F. é porque é abreviatura de palavrão). Finalmente
surge um vilão que quer transformar o urso em brinquedo de crianças...
Se não fosse contra minhas crenças eu sairia do filme por aí, já que não
posso fazer isso, ao menos posso interromper a critica.
Não percam
tempo.
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