EUA,
15. 97 min. Direção e roteiro de Leigh Wannell. Com Dermot Mulroney,
Stefanie Scott, Angus Sampson, Leigh Wannell, Lin Shaye, Tate Berney,
Steve Coulter.
O primeiro Sobrenatural (10) foi dirigido por James Wan (Jogos Mortais), o segundo Sobrenatural veio logo depois, Capitulo 2,
em 2013, e foi dirigido por Wan novamente. Agora este terceiro ficou
nas mãos do ator (ele é um loiro australiano que faz no filme o papel de
Specs). Só que depois de ter escrito os três roteiros pela primeira vez
também assume o cargo de diretor. Que é antes de tudo uma prequel, que
se anuncia alguns anos antes do caso com a família Lambert, um prólogo
aos outros, se passa em 2008, os outros em 2009 e 2010. Wan estava
ocupado fazendo Velozes e Furiosos 7, um mega sucesso. Este aqui ainda fez uma boa carreira, teve orçamento de 10 milhões de dólares, e rendeu perto de 52 milhões.
Uma
coisa interessante é a presença de esta vez estrelar da veterana Lyn
Shaye, que já tem 180 créditos, inclusive como a velha estragada pelo
sol em Quem vai ficar com Mary? E também nos dois Sobrenatural anteriores e ainda no clássico A Hora do Pesadelo
(I). Aqui ela já surge no comecinho do filme quando é visitada pela
menina jovem, Quinn (Stefanie) que a procura como vidente, porque sua
mãe morreu há ano e meio. Relutante, ela aceita atende-la. E o nome da
mãe é justamente Lillith Brenner (um nome já com conotações diabólicas).
Mas dali em diante, custa um pouco a engrenar, apresentando o pai e o
chatinho do irmão mais novo e ainda o vizinho que é meio apaixonado por
Quinn. Mas logo vem o impacto e a menina é atropelada e enviada para um
hospital, não sem antes ter visto um velho lhe acenar de longe... Enfim,
em breve o espírito da mãe ou coisa que o valha será invocado pela
velha vidente e fará duas aparições mais ou menos assustadoras (o mais
curioso são as pegadas de pés descalços mas molhados de algo como
sangue).
Tem uma coisa melhor do que outros filmes do gênero, que é
a presença da veterana Lyn que não esconde a felicidade de fazer
finalmente um papel principal, que ela interpreta com muita dignidade.
Depois de uma série de ataques com fantasmas, o filme muda de tom e
contratam um grupo de caça-fantasmas (um deles é interpretado pelo
diretor do filme) sugeridos pelo caçula que os viu na TV. Trazem um
pouco de humor de que o filme carece, mas tudo chega a uma conclusão
lógica, bem feita e que não desmerece os Sobrenaturais anteriores,
inclusive com o final de praxe. Sem muita expectativa, achei um terror
perfeitamente consumível.
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