sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sexo, Amor e Terapia (Tous veux ou tu veux Pas?)

França, 2014. 88 min. Direção de Tonie Marshall. Com Sophie Marceau, Patrick Bruel, André Wilms, Sylvie Vartan, Jean Pierre Marielle, François Morel, Philippe Lelouche, Marie Riviére.

Tenho especial simpatia pela diretora Tonie Marshall porque ela é filha da lendária estrela do cinema Frances Micheline Presle (ainda viva, aos 93 anos, ela faz figuração cruzando uma rua) e fez alguns bons filmes (Instituto de Beleza Venus, os outros não foram exibidos aqui). Mas infelizmente ela errou completamente nesta comedinha sem graça, moralista, mal roteirizada e muito curta.

É uma famosa canção francesa que lhe deu o título original, mas este era um projeto que ela não devia ter assumido. É a historia de Judith, uma mulher de quarenta anos (a sempre bela Sophie Marceau) que é ninfomaníaca e perde seu emprego depois de transar com um excesso de empregados da loja. É quando conhece Lambert, um ex-piloto de aviação (o cantor Patrick Bruel) que é sex-addict (viciado em sexo) mas quer se curar e trabalha em grupos que procuram ajudar casais em dificuldade, principalmente casados. E ela se torna sua assistente, sendo que a maior parte das situações muito pouco divertidas, é o comportamento histérico de diferentes casais (há gays masculinos mas não femininos), enquanto inventam situações para prolongar o que já sabemos que ira acontecer apenas ao final, o encontro da dupla. Mas não se esqueçam que eles são comprovadamente doentes, mas nem assim. Nisso o filme se perde num moralismo bobo. Mas a verdade é que o assunto está mal tratado e a dupla desperdiçada. Detalhe: numa cena curta, a mãe de Bruel é feita pela cantora Sylvie Vartan.

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