segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
John Wick: Um Novo Dia para Matar (John Wick: Second Chapter)
EUA, 17. 124 min. Direção de Chad Stahelski. Com Keanu Reeves, Franco Nero, Common, Ricardo Scamaria, Ian McShane, Ruby Rose, Claudia Gerini, Tobias Segal, Laurence Fishburne, John Leguizamo, Peter Stormare.
Não sei se vocês se lembram do filme anterior, De Volta ao Jogo (John Wick, 14, direção de Chad Stahelski, com Keanu Reeves e um elenco inferior ao desta continuação). O filme modesto fez sucesso dizem muitos que por causa da elegância das cenas de ação e porque no fundo o público continua a gostar de seu astro Keanu Reeves apesar de suas idiossincrasias e vida misteriosa. O filme fez um sucesso relativo (orçamento vinte milhões, renda até agora 61). E esta continuação foi o oposto, custou 40 e rendeu ate agora por volta de 60! Até porque tem uma produção de luxo, no que parecia ser Roma (locações porém são no Canadá) e Keanu voltou a impor como diretor seu amigo Chad (que foi um dos stunts men da trilogia Matrix e o projeto era para ser uma trilogia).
Ele, que nunca foi dos mais expressivos, repete a dose com o rosto cada vez mais machucado tentando fazer as pazes com as vítimas do filme anterior. Cinco dias depois, o personagem continua caladão, sofre pela morte da esposa, explosão de sua casa e do cachorro (perdeu o anterior e o trocou por este daqui). E continua pressionado pela Continental, uma secreta organização de assassinos. Só que depois de uma abertura movimentada mas pouco original (onde o sueco Stormare faz o russo que ainda quer vingança), ele passa a ser perseguido por uma série de matadores, em geral italianos (o elenco tem até Franco Nero), mas nenhuma ligação romântica (mas sim vitimas!). Infelizmente o roteiro é mais fraco, até as cenas de ação são menos memoráveis e complicadas por um final de certa forma aberto. Porque ele vira um “ex comunicado!”.
Certamente inferior ao original, este Wick acaba sendo medíocre e imemorável.
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