quarta-feira, 8 de maio de 2013

Somos Tão Jovens



Somos Tão Jovens Brasil, 13.Direção de Antonio Carlos Fontoura.Roteiro de Marcos Bernstein. Com Thiago Mendonça, Laila Zaid, Bruno Torres, Sandra Coverloni, Daniel Passi, Marcos Breda, Bianca Comparato, Conrado Godoy, Nicolau Villa-Lobos (como Dado),Sergio Dalcin.


     Esta estreando finalmente a tão aguardada biografia de Renato Russo, da Legião Urbana mas também da explosão de grupos de rock que sucederam em Brasília nos anos 1970 Não sou capaz de prever a reação dos fãs do grupo mas achei o filme digno, bem realizado, interessante. Traz de volta o diretor já veterano Antonio Carlos Fontoura (que teve dois momentos importantes em sua carreira com Copacabana me Engana (68)e A Rainha Diaba (74) (inspirado em Madame Satã) para depois se dedicar ao trabalho na Rede Globo e um escandaloso Espelho de Carne (84). Embora nos créditos, afirme que a historia é romanceada e tomam-se  muitas liberdades, nas entrevistas ele deixou claro que o projeto era autorizado pela família de Renato (que estava sempre presente) que não queria um novo Cazuza, ou seja, a historia de um roqueiro drogado e homossexual que morreu de Aids. 

     Assim a gente conhece um Renato ainda jovem, na escola e de gay tem certos trejeitos que Tiago Mendonça lhe deu (não conheci o biografado e, portanto não sou capaz de avaliar a que ponto era ele amaneirado). Fala-se que ele gosta de meninos e meninas mas sua paixão ainda que atormentada aqui é sua melhor amiga, chamada de  Ana Claudia e interpretada por uma competente e sensível Laila Zaid (que não vi em suas aventuras por Malhação, Bela, a Feia, Tainá 3, e As Brasileiras). Ele tem um rápido e superficial romancezinho com um fã mas ate isso é mostrado de passagem  e  dando a entender que era mais espiritual que físico. Mas não perturba muito porque o filme mostra apenas o começo da sua carreira até os primeiros êxitos, não vai muito mais adiante. Porém não deixa de pintar o retrato de um garoto talentoso mas complexado, que adora usar frases em inglês (não se explica o porque disso!) cheio de verdades, de difícil convívio que a principio se interessa pelo movimento punk ate encontrar sua própria voz.

     O ator Tiago (que foi o irmão mais novo de  Dois Filhos de Francisco) convence como o protagonista embora eu tenha tido um choque ao final quando o filme tem um corte meio abrupto e entra uma cena autentica do verdadeiro Renato,  que é muito mais alto, corpulento, e não tão parecido assim com Tiago. Ou seja, o tipo físico é bem diferente. Vão aceitar isso? Não sei. Mas me pareceu bem contada a historia dele com a família, com os colegas sempre em discussões e polemicas  (eu gostei particularmente da naturalidade de todos em particular do Bruno Torres (que faz Fê Lemos ) que é filho do diretor Geraldo Moraes. Mas também me deixa a triste sensação de que deixaram de fora a melhor parte. São os excessos e os extremos que as pessoas gostam de ver e discutir. Reclamo também de letreiros mais completos ao final comentando o destino de cada um deles. 

Ref fim.        
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