quarta-feira, 8 de maio de 2013

Amor Profundo



    Amor Profundo (The Deep Blue Sea). Direção de Terence Davies , adaptando a peça homônima de Terence Rattigan. 98 min. Com Rachel Weisz, Tom Hiddleston, Barbara Jefford, Simon Russell Beale. 

     Custou a chegar este drama britânico que deu a Rachel Weisz (mais lembrada por ter ganho um Oscar de coadjuvante por O Jardineiro Fiel de Fernando Meirelles) o premio de melhor atriz do ano pelos críticos de Nova York, alem de indicação ao Globo de Ouro e Festival de Toronto (onde ganhou).

     Na verdade eu sempre tive curiosidade de assistir a versão anterior que foi de 1955, O Profundo Mar Azul . dirigida por Anatole Litvak (que tinha muito prestigio e fez Anastásia a Princesa Esquecida com Ingrid Bergman) com Vivien Leigh, Kenneth More e Eric Portman (era proibida para menores e nunca o vi ate hoje). Depois houve outras versões para a teve nunca vistas aqui (e também um TV de Vanguarda da Tupi com Laura Cardoso em  63). 

        Mas o importante é que esta sendo redescoberto o autor do texto que foi famoso em sua época, Terence Rattigan (1911-77) que escreveu O Príncipe Encantado com Marilyn Monroe e Olivier,    Vidas Separadas que deu Oscar para David Niven, VIPs Gente muito Importante, com Elizabeth Taylor e Richard Burton, Nunca te Amei com Michael Redgrave, Cadete Winslow de David Mamet, O Rolls Royce Amarelo, dentre muitos outros. 

     Além disso, na direção esta um realizador Cult britânico chamado Terence Davies que ficou conhecido por seus trabalhos autobiográficos como Vozes Distantes e o Fim de um Longo dia. Na ficção dirigiu Memórias com Gena Rowlands e The HOuse of Mirth /A Essência da Paixão. 

      Sensível e poético, Davies conta uma velha historia com delicadeza, preocupado em recriar a Inglaterra dos anos 1950 e acrescentando mesmo um tom de David Lean (em Desencanto), inclusive usando de amor de musica erudita (Concerto de violino de Samuel Barber ). Era um tempo em que o cinema britânico não se incomodava com as pessoas comuns, a classe trabalhadora preferindo se fixa nos ricos e nobres. Margaret Sullavan fez o papel na Broadway, Peggy Ashcroft em Londres, o de uma mulher já perto dos 40 anos que sente que é sua ultima paixão de ter uma paixão. Na verdade, já começa com sua tentativa de suicídio com Rachel (como Hester) afirmando, desta vez eu realmente quero morrer). Em flash back, começamos a recordar com ela, sua vida monótona ao lado de um juiz de corte alta, Sir Collyer (Simon), e sobre seu amante, um piloto da RAF (Hiddleston, que tem ficado famoso como o vilão de Avengers). Há grande cuidado na reconstrução de um tipo de vida ainda marcado pelas feridas e estragos da Segunda Guerra, mas o filme erra em colocar um ator frio e sem jeito para galã como é Hiddleston, ainda mais num personagem que não se expõe como devia. Eu gosto de Rachel mas não é caso para prêmios. Vá entender o que deu na cabeça desses críticos malucos que resolveram louvar um papel que ela  faz com a competência habitual e bastante charme.

     Mas por vezes sinto que o diretor esta mais preocupado com a direção de arte, a trilha musical, figurinos e fotografia do que a química entre o casal.

Ref fim

Amor profundo
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0,5 Estrela
1 Estrelas
1,5 Estrelas
2 Estrelas
2,5 Estrelas
3 Estrelas
3,5 Estrelas
4 Estrelas
4,5 Estrelas
5 Estrelas

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