Além da Escuridão Star Trek (Star Trek Into the Darkness) EUA, 13. 132 min. Paramount. Direção de J. J. Abrams. Com Chris Pine, Zoe Saldana, Zachary Quinto, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Peter Weller, Alice Eve, Bruce Greenwood, Chris Hemsworth.
Embora se prometesse a estréia oficial do filme somente para o dia 14 de junho, mesmo antes da exibição para a imprensa foi feita uma pré-estréia publica neste fim de semana (em vários cinemas em particular os que tem Imax) coincidindo com sua chegada ao publico americano. O que foi ao menos simpático já que praticamente todos os pagantes presentes eram de alguma forma trekkies (no meu caso honorável já que me orgulho de ter um troféu trekkie me entregue numa convenção dos fãs). Não sei se o mereço mas o fato é que mergulhei inteiramente nesta nova aventura e me tornei admirador do diretor J.J. Abrams que por enquanto me impressionava mais na televisão (Lost) do que no cinema (o primeiro Star Trek que ele dirigiu não era nenhuma maravilha, Super 8 foi super estimado). E como ele agora é responsável pela franquia de Star Wars (e pretende fazer um filme deles por ano) fico feliz pela impressionante competência que demonstrou num incrível filme de ação, com um visual fantástico e onde ate mesmo o loirinho canastrão que assumiu o Capitão Kirk, o Chris Pine dá sinais de talento e esperança. Chega mesmo a convencer.
É mais um inesperado milagre de um filme cujo único problema é não podermos revelar aqui alguns detalhes da trama que tornam o enredo ainda mais saboroso como uma aparição inesperada e uma identidade de vilão. Que se torna mais interessante quanto menos se aprofundar, ao menos neste momento. Não digo nem pelos fãs, que estes já sabem de tudo mesmo. Mas para os não-fãs esta é a chance de Star Trek conquistar novas platéias. Quem reclamava de que os filmes da série sempre se passavam numa perene sala de comando, sets de gosto duvidoso e tinham mais blábláblá do que ação. Pois agora eles vão se calar. O que mais me impressiona neste novo filme da serie e o segundo com Abrams é que o filme tem uma narrativa completamente diferente, moderna, influenciada pela televisão, com efeitos de contra luz, câmera ágil e uma brilhante e inovadora direção de arte. Acho melhor usar a palavra correta que seria desenho de produção, o artista que concebeu o novo visual que vai desde os ambientes interiores, ate os arranha céus da cidade do futuro, ate as salas onde se realizam as reuniões, ou guardam arquivos secretos. Claro que eu achei uma grande sacada chamar o ator que criou o Robocop original e que esta injustamente esquecido, o Peter Weller, para um papel super importante. Só superado pela perspicácia em recrutar as pressas o Benedict Cumberbatch (antes que O Hobbit o use demais, ou a serie Sherlock o torne famoso demais).Sua voz profunda (ainda que alterada ), sua presença longilínea e a eficiência de ator britânico veio dar uma dimensão maior a um personagem que mais um mero vilão ou terrorista como a principio é chamado mas uma figura que vai ganhando novas dimensões e para quem acompanha a série desde a teve,
um sentindo muito bem vindo.O que realmente me surpreende é que o cinema americano de blockbuster ter sido capaz de produzir na mesma temporada dois filmes de ação /ficção (cientifica ou mera fantasia) de tanta competência quanto o Homem de Ferro III e este Star Trek, ambos expandindo os horizontes do filme de efeitos especiais, cada um a seu modo e com seu estilo. Mas ambos brilhantes como diversão.
Ref fim.


Nossa eu adorei mesmo esse filme. Nível de EXCELÊNCIA mesmo e estou pra considerar o melhor de toda série Star Trek. A história é ótima, a narrativa estupenda, os atores estão muito bem... efeitos especiais da melhor qualidade, humor, suspense, drama e muita ação!... ;P
ResponderExcluirParabéns pela crítica Rubens! Abraços!