Boxe Lars Von Trier
(lançamento exclusivo da Versátil para a Livraria Cultura).
Áudio: Inglês. Legendas: português. Widescreeen .2.35.Contem dois filmes:
Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, 2000). Dinamarca. 14 anos. Drama musical. 140 min. Cor. 14 anos.
Diretor : Lars Von Trier
Elenco: Björk, Catherine Deneuve, David Morse, Joel Grey, Peter Stormare, Jean-Marc Barr, Vincent Patterson, Udo Kier, Stelan Skarsgärd, Zeljko Ivanek.
Sinopse: Selma é uma imigrante tcheca, mãe solteira, que trabalha numa usina têxtil na região rural norte dos EUA. O filho dela, Gene, tem 12 anos e Selma está ficando cega, o que prejudica seu trabalho na fábrica e seu projeto de participar de uma montagem do musical “A Noviça Rebelde”. Como o garoto pode ter herdado a mesma doença, ela luta para conseguir dinheiro para uma cirurgia no garoto, mas por causa de um vizinho, que a acusa falsamente de roubo, sua vida se torna ainda mais trágica.
Comentários: Inexplicavelmente premiado com a Palma de Ouro em Cannes, este é o pior trabalho do diretor Von Trier, que apesar de trabalhar com vídeo digital, antes do HD, ou talvez por causa disso, abusa dos movimentos bruscos de câmera (que ele praticamente inventou com o “Ondas do Destino/ Breaking the Waves”, 1996), a ponto de certas pessoas saírem enjoadas do cinema. Ele brigou muito com a cantora e compositora islandesa Björk, que apesar de insistir em afirmar que não é atriz (o que fica evidente no filme), mas mesmo assim, ela também ganhou o prêmio de atriz e Cannes, e chegou a ser indicada ao Oscar de Canção. Mas sua performance é constrangedora, parecendo deficiente mental em vez de ingênua, numa fita que tem uma trama digna de telenovela mexicana. Toda rodada na Europa (embora a ação se passe nos EUA), mal se consegue enxergar Catherine Deneuve como a melhor amiga da heroína. É quase um anti-musical, desarticulado e interminável. Embora louvado por toda a crítica brasileira, foi rejeitado pelos americanos. Nem mesmo Björk conseguiu levá-lo a sério. Edição nacional traz galeria de fotos, sinopse, filmografia e trailer de cinema, galeria de pôsteres e fotos, texto sobre vida e obra do diretor e o documentário Os 100 Olhos de Lars Von Trier/ Von Trier´s 100 Ojne, de Katia Forbert Petersen).
Ondas do Destino (Breaking the Waves, 1996). Dinamarca. 16 anos. Drama. 154 min. Cor. 16 anos.
Diretor : Lars Von Trier
Elenco: Emile Watson, Stellan Skasgaard, Katrin Carlidge, Jean-Marc Barr, Udo Kier, Jonathan Hackett, Sandra Voe, Adrian Rawlings.
Sinopse: Nos anos 70, numa comunidade religiosa repressiva no Norte da Escócia, uma jovem ingênua chamada Bess se apaixona por Jan ,um dinamarquês que trabalha num plataforma de petróleo. Mas ele sofre acidente e quebra o pescoço e o impede de ter relações sexuais. Jan incentiva Bess a ter um amante e lhe contar os detalhes. Ela obedece mas vai se tornando cada vez mais ousada no comportamento sexual dizendo que suas ações são guiadas por Deus e estão ajudando Jan a se recuperar.
Comentários: Este é o filme chave na carreira de Trier, a grande virada que o transformou num sucesso mundial (e que veio ainda antes da fase do Dogma) e um diretor cada vez mais polêmico (veja como Cannes o proibiu de participar do Festival depois de ter feito brincadeiras inconvenientes sobre Hitler e sua possível admiração por ele). Difícil imaginar o impacto que ele teve no Festival de Cannes (onde levou o Grande Premio do Júri) inovando com a câmera solta na mão feita pelo alemão Robby Muller (holandês que trabalha com Wim Wenders e Jarmusch). É que foi por demais imitado desde então e será difícil perceber isso já que suas inovações foram todas absorvidas pelo cinema comercial atual (vide a serie Bourne). Também revelou uma atriz desconhecida , inglesa, estreante e que faz ate hoje uma boa carreira. Mas por este filme foi indicada ao Oscar, indicada ao Bafta e Globo de Ouro , ganhou o European Film Award, os críticos de Nova York, o Independent Spirit etc. O filme também teve seus prêmios (como o César francês, críticos de Nova York e assim por diante). Segundo Trier é o primeiro filme da trilogia do Coração de Ouro, giram em torno de heroínas que mantém seu coração puro e ingênuo apesar de suas ações (os outros são Idiotas e Dançando). O filme usou uma técnica digamos primitiva para conseguir seu tom granulado e amadorístico, passando o material editado para vídeo diretamente para a película de 35mm. Helena Bonham Carter e Barbara Sukowa foram consultadas antes para viver Bess. Não é um filme simples, mexendo com moralidade e Deus, com o diretor no auge de seu polemismo. Extras: Cenas cortadas, Teste de Emily, trailers, entrevista com Adrian Rawlins, Trechos de documentário sobre Lars.
Ref fim
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