O que Traz Boas Novas (Monsieur Lahzar), Canada, 2011. Direção de Philippe Falardeau. 94 min. Com Mohammed Felag, Sopie Nélisse, Émilie Néron, Vincent Millard, Marie Eve Beauregard.
Foi uma grande surpresa esta semana a noticia de a Academia do Oscar mudou as regras e a partir de agora também os filmes estrangeiros (ou seja, de língua não inglesas serão votadas por todos os associados e não mais por uma pequena comissão de voluntários que eram obrigados a ver todos os finalistas). Para evitar falhas como neste ano a ausência do Francês “Intocáveis”. Não sei ainda se será uma boa idéia mas este filme canadense falado em francês local ficou dentre os cinco finalistas no ano passado. Não chega a ser uma obra prima mas interessa especialmente aos professores e todos abnegados que se dedicam ao magistério em suas diversas formas.
Também vencedor dos Gênies (O Oscar local) inclusive de filme e direção, este drama mostra um emigrante argelino que é contratado como professor substituto numa escola de Montreal .É uma historia inspirado em peça de Evelyn de la Cheneliére – que alias faz ponta como a mãe de Alice- que agrada em diversos lugares do mundo (ganhou premio do publico em Locarno). O filme começa com um grande impacto quando dois alunos entram numa classe para encontrar o seu professor enforcado. Na falta de melhor alternativa a diretor contrata Bachir Lazar que ofereceu seus serviços ao ler sobre o caso no jornal. Ele é um professor experiente mas vem de outro mundo e outra experiência, num classe onde os alunos estão ainda abalados e o curriculum é diferente do mundo árabe. Assim não é apenas uma variante de Ao Mestre com Carinho mas também aborda os problemas da emigração, integração, responsabilidade, e obviamente educação. E ainda traz as marcas de uma tragédia pessoal. O interessante do roteiro é que ele não é tão obvio e previsível quanto parece, não da respostas fáceis. Cheio de boas intenções, interpretações sinceras, merece ser visto e discutido.
Ref fim.

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