Embora tenha participado de alguns festivais e estreado em novembro nos EUA, passou em branco sem despertar qualquer emoção ou renda, esta produção européia que foi dirigida e escrita pela interessante alemã Sandra Nettelbeck que fez o sucesso Simplesmente Martha (depois refeito pelos americanos com Sem reservas). Mas acho que foi uma questão de intensidade, frieza, tem bons, ate grandes atores mas alguma coisa deixa a platéia ausente e desatenta. Embora as estatísticas demonstrem que cada vez há mais espectadores nas salas com mais de cinquenta anos (e cada vez mais adolescentes) este é daquelas que se vê e se esquece.
Rodado em Paris, o que sempre é um prazer visual, traz o sempre convincente Michael Caine como um viúvo que por acaso conhece uma professora de dança que o impressiona e lhe traz um pouco de alegria. Na verdade estaria mais para Quarteto ou Marigold do que o Amor, mas o ritmo poderia ser mais eloquente ate usando a trilha musical de Schubert, adaptada por Hans Zimmer. Talvez o problema seja sua própria origem alemã que não tem pratica ainda em conquistar mercado estrangeiro e realizar filmes em inglês (o anterior Helen, 09, com Ashley Judd nem passou aqui até onde eu sei ).
Na adaptação a diretora mudou o protagonista que era um Francês para um expatriado americano, ex-profedssor de filosofia que se mudou para lá com a falecida esposa (Jane Alexander em pequena ponta), morta já há 3 anos. Chega a fazer tentativa de suicídio mas se interessa pela moça (a francesa Poesy, de dois Harry Potters, Na Mira do Chefe, 127 horas) e logo esta dançando o cha cha cha. Mas em vez de desenvolver melhor um romance, o filme opta por outra tentativa o que obriga a presença dos dois filhos do protagonista, Justin Kirk e Gillian Anderson que chegam com suas duvidas e questões, discutindo o que fazer com a casa de férias da mãe em Saint-Malo. Gillian ao menos tem certa energia (assim como felizmente Poesy) enquanto Caine como já disseram poderia fazer um papel desses dormindo. E as vezes parece que faz isso mesmo.
A situação piora ainda mais na segunda parte, ou Segundo ato, quando o filho decide ficar mais tempo em Paris, lavar a roupa suja com o pai e acaba se formando uma espécie de triangulo. Mas ai a maior parte da platéia já esta dormindo faz tempo...
Ref fim.

Rubens, li algumas de suas críticas. Não tinha ainda lido você, apenas visto e escutado. Seu conhecimento sobre a Sétima Arte continua supremo, mas acho que seus textos deixam um pouco a desejar, gramaticalmente falando. Pode parecer detalhe, mas seria legal você atentar mais ao uso da vírgula, principalmente entre orações adversativas. E cuidado com o ordenamento dos elementos da frase, pois em alguns momentos elas ficaram com duplo sentido.
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