terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Ultimo Amor de Mr. Morgan

O Ultimo Amor de Mr. Morgan (Mr Morgan´s Last Love) Ingl, 13. Direção e roteiro de Sandra Nettelbeck. Com Michael Caine, Clemence Poesy, Jane Alexander, Michel Goddet, Gillian Anderson, Justin Kirk. Baseado no Livro La Doceur Assassine de Françoise Dorner, adaptado por Nettelbeck.

      Embora tenha participado de alguns festivais e estreado em novembro nos EUA, passou em branco sem despertar qualquer emoção ou renda, esta produção européia que foi dirigida e escrita pela interessante alemã Sandra Nettelbeck que fez o sucesso  Simplesmente Martha (depois refeito pelos americanos com Sem reservas). Mas acho que foi uma questão de intensidade, frieza, tem bons, ate grandes atores mas alguma coisa deixa a platéia ausente e desatenta. Embora as estatísticas demonstrem que cada vez há mais espectadores nas salas com mais de cinquenta anos (e cada vez mais adolescentes) este é daquelas que se vê e se esquece. 

     Rodado em Paris, o que sempre é um prazer visual, traz o sempre convincente Michael Caine como um viúvo que por acaso conhece uma professora de dança que o impressiona e lhe traz um pouco de alegria. Na verdade estaria mais para Quarteto ou Marigold do que o Amor,  mas o ritmo poderia ser mais eloquente ate usando a trilha musical de Schubert, adaptada por Hans Zimmer. Talvez o problema seja sua própria origem alemã que não tem pratica ainda em conquistar mercado estrangeiro e realizar filmes em inglês (o anterior Helen, 09,  com Ashley Judd nem passou aqui até onde eu sei ). 

       Na adaptação a diretora mudou o protagonista que era um Francês para um expatriado americano, ex-profedssor de filosofia que se mudou para lá com a falecida esposa (Jane Alexander em pequena ponta), morta já há 3 anos.  Chega a fazer tentativa de suicídio mas se interessa pela moça (a francesa Poesy, de dois Harry Potters, Na Mira do Chefe, 127 horas)  e logo esta dançando o cha cha cha. Mas em vez de desenvolver melhor um romance, o filme opta por outra tentativa o que obriga a presença dos dois filhos do protagonista, Justin Kirk e Gillian Anderson que chegam com suas duvidas e questões,  discutindo o que fazer com a casa de férias da mãe em Saint-Malo. Gillian ao menos tem certa energia (assim como felizmente Poesy) enquanto Caine como já disseram poderia fazer um papel desses dormindo. E as vezes parece que faz isso mesmo. 

      A situação piora ainda mais na segunda parte, ou Segundo ato, quando o filho decide ficar mais tempo em Paris, lavar a roupa suja com o pai e acaba se formando uma espécie de triangulo. Mas ai a maior parte da platéia já esta dormindo faz tempo...

Ref fim.

Um comentário:

  1. Rubens, li algumas de suas críticas. Não tinha ainda lido você, apenas visto e escutado. Seu conhecimento sobre a Sétima Arte continua supremo, mas acho que seus textos deixam um pouco a desejar, gramaticalmente falando. Pode parecer detalhe, mas seria legal você atentar mais ao uso da vírgula, principalmente entre orações adversativas. E cuidado com o ordenamento dos elementos da frase, pois em alguns momentos elas ficaram com duplo sentido.

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