terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Tango Libre

Tango Libre (Idem) .Bélgica,França,Luxemburgo, 2012. Direção de Fréderique Fontayne. Com Sergi Lopez, François Damiens,  Jan Hammenecker, Anne Paulicevich, Zacharie Chasseriaud, Christian Kmiotek, David Murgia.

        Preste atenção no nome do diretor Fontayne e procure se lembrar do sucesso que ele fez com um filme anterior chamado  Uma relação pornográfica, 1999, com o mesmo ator Lopez.  Pois com este levou o Grande Premio em Varsóvia e Menção especial no Horizons de Veneza. Só isso já recomendaria o filme. Que ainda me surpreendeu com uma belíssima fotografia e uma narrativa intrigante e inusitada.

    Mais uma vez o cinema revela que o tango é a dança mais cinemática de todas , extremamente fotogênica, sensual e eloquente.  Se o filme anterior tinha boa historia e boa direção de atores, aqui ele expande isso para uma narrativa inspirada, com câmera moderna e imagens bonitas (confesso que ainda gosto de cinema que traz bonitas imagens,não deixei de ser esteta). E aqui isso já começa com uma sequencia de abertura meio enigmática mostrando um assalto a carro forte. Logo após isso os envolvidos estando servindo pena na cadeia enquanto a mulher de um deles (na verdade, parece se dividir entre os dois, já que o roteiro foi escrito pela atriz que faz esse papel, que não é nada boba.  Anne Paulicevich, por que ainda por cima se envolverá com uma guarda da prisão com quem ira dançar numa aula de tango).

        Então é um quadrilátero (ao qual se pode acrescentar o filho pré adolescente e naturalmente revoltado) que será sempre embalado pelo tango. Porque um dos assaltantes ( o bom Sergi) vai procurar na cadeia os argentinos com o pedido de aprender a dançar o tango e eles o atenderão no que irá se tornar um tango macho, dançando com virilidade  por prisioneiros(inclusive numa longa mas bela sequencia que funciona de background para os letreiros finais). Engraçado que a dança –uma manifestação libertária- faz toda diferença, do que poderia ser um policial de prisão.  Vale a pena descobrir.

Ref fim.

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