quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Boyhood: da Infância a Juventude (Boyhood)



EUA, 2014. 165 min. Direção de Richard Linklater. Com Ethan Hawke, Patricia Arquette, Ellar Coltrane, Elijah Smith, Lorelei Linklater,Steven Chester Prince, Bonnie Cross, Marco Perella, Jamie Howard.

Tem sido muito festejado pela Imprensa este filme até certo ponto experimental do diretor da trilogia Cult Antes do Amanhecer, que parece muito mais interessante quando se lê a respeito do que quando se assiste. Houve já outras experiências de cineastas que registraram pessoas ou famílias, durante determinados períodos de tempo, como sucedeu com o britânico Michael Apted, que já fez tudo até aventura de James Bond (O Mundo não é o Bastante), Aventuras de Nárnia, Masters of Sex, Na Montanha dos Gorilas etc. Mas seu trabalho mais famoso no exterior, não aqui onde não me lembro de ter sido exibido a série chamada The Up Series. Ele começou a visitar um grupo de crianças quando elas tinham sete anos de idade e prosseguiu adiante, retornando para as continuações: 7 Plus Seven, 21 up, 28 up, 35 up, 49 up e finalmente 56 up. Isso como documentários, sem esconder nada, sem usar artifícios, e por isso que é tão real e humano.

Como bom diretor hollywoodiano Linklater simplifica tudo chegando ao cúmulo de colocar uma filha no elenco simplesmente porque ela lhe pediu (embora no meio tenha perdido o interesse).  E qualquer senso de realismo fica perdido quando coloca os astros Ethan Hawke e Patricia Arquette como os pais protagonistas. Ou seja, não é o mundo como realmente é, mas como ele manobrou para ser. Foge de conflitos que nunca são mostrados, por exemplo Patricia se casa com um professor que a principio se revela um chato, mas quando demonstra ser um alcoólatra o assunto é desviado e tudo resolvido rapidamente (enquanto um pai violento seria um tema fundamental).

Tudo é assim colorido como eles veem a vida, como se um monte de gente de interior se encontrasse durante alguns anos para fazer uma encenação entre amigos, onde nem mesmo a figura central do garoto Mason (que seria mostrado dos 8 quando era uma menino lindo até os 18 quando virou outro aborrecente magrelo sem rumo na vida). E não falta metragem, falta verdade, humanidade, tudo me parece extremamente artificial, pseudo experimental. Muito bobinho. Lamento mas eu não consigo embarcar nessa.

16 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Acho que entende muito mais de Oscar que de filmes! Decepcionado com sua visão limitada do filme de Linklater....

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  3. Crítica extremamente inútil e limitada... para o filme ser bom não precisa ser emocionante, empolgante, ter as melhores cenas de ação, tem que apenas te trazer uma ótima experiencia cinematográfica, em que você aprecie a história, as atuações, e a cinematografia.

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  4. Ai Rubens. Eu te amo. Mesmo. Mas com essa crítica, não tem como te defender, amigo!!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Bobinho esse comentário. Questionar sua própria existência, nada mais próximo a realidade. Acho que não capturou a essência do filme...

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    1. Esse é o ponto: qual a essencia do filme?????

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  7. http://dicascinefilas.blogspot.com.br/2015/01/boyhood-da-infancia-juventude.html

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  8. Oi Rubens, concordo com o comentário. Estava procurando um crítica negativa a horas e até agora só li a sua, mas continuarei...
    Eu gostei muito do filme. Mas concordo que teve um viés forte do diretor de optar pelo vazio... Momentos críticos em família exigiriam melhor desdobramento... De um certo ponto em diante parece que todo mundo é meio apático diante da vida.
    Mas o nome do filme é boyhood e não familyhood, e nesse ponto fica uma esperança. Um certo ar de 'vai melhorar'...

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  9. Uffa... Finalmente alguém percebeu que este filme não têm nada a passar ou sensibilizar. Acredito que muitas pessoas que têm o costume de gravar seus filhos a todo o momento, se juntasse todas as gravações de 12 anos e as editassem, o resultado seria muito parecido com Boyhood, senão mais interessante.

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  10. Gostaria de ratificar 2 comentários que resumem tudo:
    1) Acho que entende mais de Oscar do que de filme.
    2) Assista de novo amigo Rubens

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  11. Minhas opiniões não batem muito com as suas Rubens Ewald, porém com esse filme nossa linha de pensamento e crítica é muito parecida. Afinal a mídia e boa parte das pessoas se sentiu tocado pelo fato do filme ser gravado por 12 anos, e não percebem, como voce disse, que o filme foge de enredos mais elaborados que podem lhe dar algo de bom. Parabens pela critica, divergente de pensamento, mas admirador da sua cultura.

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  12. Eu amo seu blog e te acompanho há anos, respeito sua crítica, mas não concordo. Principalmente quando vc fala que ''tudo é resolvido rapidamente''. Se fosse se aprofundar em cada momento importante da vida de um garoto durante doze anos, quanto tempo duraria o filme? Bom, adorei as atuações e o filme me emocionou.

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  13. Gostei do filme. Uma proposta bem diferente do que muitos esperava. Mas concordo com o que você disse. Existe algumas falhas graves no filme. E a mensagem não é tão mensagem assim. Um documentário realmente seria mais interessante, mas pra um filme, ta bom. Dou 3.

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