A princípio me lembrou um pouco Mar em Fúria, com George Clooney (que era sobre tempestade no mar que ameaçava pescadores). Aqui a ação é ainda mais antiga. Em 1952, uma poderosa tempestade (no inverno quando a costa de Cape Cod está coberta de neve) agita os mares e ameaça um navio de carga que periga naufragar e acaba rachando no meio. Tem poucas horas para salvar sua tripulação (quem controla é Casey, modesto mas eficiente irmão de Ben Affleck) Ninguém na Guarda Costeira tem coragem de enfrentar a morte certa, a não ser um tímido e jovem Chris Pine, que com um punhado de voluntários vai atrás do navio em perigo. Contra todos e contra tudo, realizam o improvável.
Minha tendência é culpar a escolha do diretor, esse Gillespie, que fez antes um terror ruim (a refilmagem de A Hora do Espanto), uma história de beisebol que passou em branco (Arremesso de Ouro) e uma comédia independente curiosa com Ryan Gosling, A Garota Ideal. Não sabe o que fazer com este grande orçamento nem com o elenco. Pine tenta representar o desajeitado herói, mas chega a ser constrangedor, nem tanto quanto o horrível Eric Bana e principalmente a figura mais desagradável do filme que é a namoradinha do herói, que o persegue e procura de uma maneira constrangedora (a inglesa Holliday Grainger, que fez Lucrécia Borgia na tele série conseguiu passar de sedutora a chata!).
Enfim, o que poderia ser uma aventura absorvente se tornou um fracasso que um dia em breve você poderá assistir na televisão sem muito desgaste. Até lá todos já terão esquecido deste passo em falso.
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