Israel,
14. 95 min. Direção de Tal Granit, Sharon Maymon. Com Ze´ev Revach,
Levana Finkelstein, Aliza Rosen, Ilan Dar, Raffi Tavor, Yosef Carmon,
Hilla Sarjon.
O cinema de Israel confirma sua boa fase com este
drama (com alguns momentos de comédia, humor negro logicamente) que foi
super premiado no país natal (pela Academia de cinema local, foi votado
como melhor ator, foto, maquiagem, som, foi indicado ainda como melhor
filme, diretor, atriz, coadjuvantes, roteiro, montagem, escolha de
elenco, direção de arte, música). Ainda foi melhor atriz em Haifa,
também dois prêmios em Valladolid. Mais dois para atrizes em Veneza.
O
assunto não chega a ser novo, tivemos por exemplo, o filme da HBO sobre
as experiências do Dr. Jack Kervokian, vivido por Al Pacino em Você Não Conhece o Jack“
(2010) e com o crescimento e envelhecimento da população parece
inevitável que a questão da eutanásia venha a ser cada vez mais
discutida e ampliada, ou como dizem aqui, “morte assistida" (ou
"auxiliada”).
Foi feito por uma dupla de diretores roteiristas
(que vem trabalhando juntos antes em curtas e telefilmes, este é seu
primeiro longa para cinema. Sharon fez com outro parceiro a comédia A Matter of Size,
09, sobre os que têm excesso de peso!), eles tiveram a sensibilidade de
reunir um elenco excepcional de atores veteranos, todos impecáveis.
Eles interpretam os protagonistas que vivem numa casa de repouso em
Jerusalém, com bastante conforto mas percebendo que suas forças estão se
esvaindo e seus dias estão contados. E parece claro, que passarão por
muito sofrimento. Até que decidem construir uma máquina que será capaz
de lhe dar uma morte sem dor, em paz. Seria completamente automática e
funcionando com apenas um toque num botão. A experiência começa a ser
feita com bons resultados e o inevitável sucede: outros idosos em
situação semelhante também pedem para se submeter ao processo. E talvez a
figura mais tocante seja justamente a de uma mulher ainda relativamente
jovem e bonita, que está sofrendo de Alzenheimer.
Difícil não se
sensibilizar com uma história tão humana e contada com habilidade. Não é
um panfleto, apenas coloca uma possibilidade que a humanidade mais
certo ou mais tarde terá que enfrentar. Merece ser descoberto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário