É verdade que a trilha originalmente Long Play, é uma historia autobiográfica de Waters, sua dor pela morte do pai que mal conheceu durante a Segunda guerra, sua paranoia, casamento infeliz, sua solidariedade com as vitimas da guerra e a vontade de fazer a paz com o passado (ele chega a tocar consigo mesmo em 1980). Atualizando as calamidades com cenas de guerras e massacres mais recentes, desmoralizando marcas e símbolos (que não foram patrocinadores, lógico). Não sei se os fãs irão concordar com as criticas que Waters teve sobre seu egocentrismo. Isso não me perturbou. Mas continuo preferindo o filme original.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Roger Waters - The Wall (Idem)
Inglaterra,
14. 132 min. Direção de Sean Evans, Roger Waters. Com Roger Waters,Snow
White, David Kilminster, G.E. Smith, John Carin, Harry Waters, Robbie
Wycoff.
Vai ver é saudosismo meu, mas ainda prefiro a versão que Alan Parker fez em 1982 com Pink Floyd The Wall,
que naturalmente era muito mais cinemática e antológica e que o próprio
Roger Waters assinou o roteiro (de tal forma, que eles pegam emprestado
para ilustrar uma das partes, aquela sequência de animação de Gerald
Scalfe, com a flores eróticas!). Não se pode esquecer também que em
1990, o mesmo Waters e o diretor Ken O´Neill fez um filme chamado The Wall Live in Berlin.
Que tinha um elenco all star de Cindi Lauper a Van Morrison, além do
charme de acontecer no lugar onde antes existia o Muro de Berlim! Ou
seja, The Wall havia caído de verdade! Aqui é apenas o registro inferior
de diversas apresentações performáticas da chamada Ópera Rock gravadas
em 2013 em diversos lugares (Atenas, Quebec, Buenos Aires, Londres,
Paris e Roma). Mas o trabalho de câmera é distante e convencional,
acentuando apenas o elaborado trabalho de cenografia e projeção que
deixam o espectador numa grande expectativa. Com tantas explosões de luz
e cores, o resultado deveria ser bem mais espetacular do que resulta.
Como tudo é entrecortado de planos próximos dos músicos e interpretes
(principalmente Waters) reclama-se que se da pouco destaque aos músicos!
É verdade que a trilha originalmente Long Play, é uma historia autobiográfica de Waters, sua dor pela morte do pai que mal conheceu durante a Segunda guerra, sua paranoia, casamento infeliz, sua solidariedade com as vitimas da guerra e a vontade de fazer a paz com o passado (ele chega a tocar consigo mesmo em 1980). Atualizando as calamidades com cenas de guerras e massacres mais recentes, desmoralizando marcas e símbolos (que não foram patrocinadores, lógico). Não sei se os fãs irão concordar com as criticas que Waters teve sobre seu egocentrismo. Isso não me perturbou. Mas continuo preferindo o filme original.
É verdade que a trilha originalmente Long Play, é uma historia autobiográfica de Waters, sua dor pela morte do pai que mal conheceu durante a Segunda guerra, sua paranoia, casamento infeliz, sua solidariedade com as vitimas da guerra e a vontade de fazer a paz com o passado (ele chega a tocar consigo mesmo em 1980). Atualizando as calamidades com cenas de guerras e massacres mais recentes, desmoralizando marcas e símbolos (que não foram patrocinadores, lógico). Não sei se os fãs irão concordar com as criticas que Waters teve sobre seu egocentrismo. Isso não me perturbou. Mas continuo preferindo o filme original.
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