França, 15. 96 min. Produção de Luc Besson. Direção de Camille Delamarre (que apesar do nome é homem, dirigiu antes
Décimo Terceiro Distrito, 14 e foi montador de vários filmes, entre eles,
Carga 3 e
Busca Implacável 2). Com Ed Skrein, Loan Chabanol, Ray Stevenson, Gabriela Wright, Tatiana Pajkovic, Wenxia Yu.

Houve antes os
Cargas Explosivas (
Transporter, 2002, de Louis Leterrier e Corey Yuen),
Carga 2 (2005, do mesmo Leterrier),
Carga 3
(2008, de Olivier Megaton), todos eles estrelados por Jason Statham que
por causa da série se tornou astro famoso de filmes de ação
(recentemente em
A Espiã que Sabia de Menos,
Velozes e Furiosos 7
e agora também no 8). O problema é que Jason pediu para a produtora
Europa de Besson, um salário de 11 milhões de dólares e acharam melhor o
substituírem por um jovem recém saído da série Game of Thrones, Ed
Skrein, que fazia o papel de Daario Naharis em 3 capítulos (em 2013).
Ele naturalmente não tem o devido carisma e lembra um pouco o atual
Nicholas Hoult, com um rosto marcado e sem aparência de herói. Mas que
já lhe garantiu o papel de Ajax, no filme de quadrinhos Deadpool! De
qualquer forma, o filme se classifica como aquilo que os americanos tem
chamado de reboot! Um recomeço com o personagem ainda se chamando de
Frank Martin, que mantém seu habito de nunca mencionar os nomes, nem
abrir a carga que transporta. Com locações na China e França, o filme
foi fraco de bilheteria na semana de estreia sem ultrapassar os sete
milhões de dólares de renda.
O público fiel da série reclamou de
muita coisa, começando pela substituição do carro que agora é Audi A8 em
vez do Mercedes S Class e Lamborghini Murcielago dos anteriores. E cada
um que entra no carro é aconselhado sempre a usar o cinto de segurança!
Muita gente também o comparou negativamente a
Mad Max IV
que os americanos e europeus consideraram uma obra-prima do gênero ação
(e é bem capaz de aparecer nos Oscars). A maior novidade é a presença
do pai do herói, que seria o Frank Senior que é interpretado pelo
irlandês Ray Stevenson, que ultimamente tem estado em vários trabalhos (
Thor,como Volstagg,
Divergente,
Os Três Mosqueteiros onde foi Porthos). Também foi Sirko na série de TV
Dexter. E não por acaso é a melhor coisa do filme, quando se sente a presença de um ator de verdade.
No
entanto quando se escreve sobre este tipo de filme, além da missão de
informar, é secundário fazer comentários sobre algo tão previsível e
descartável, além de sete anos depois ser obviamente inferior ao
original. Quanto a trama, gira em torno de uma mulher fatal Anna (Loan) e
suas três cúmplices de perucas loiras, que mantém o pai do herói preso
com 12 horas para o veneno que lhe deram fazer efeito. Tudo porque eles
querem se vingar do bandido russo que as fez se tornarem prostitutas 15
anos antes. Tudo naturalmente é desculpa para lutas de artes marciais e
corridas pela Riviera Francesa. Sempre com um código de honra, de nunca
usar armas de fogo e sempre com um terno impecável.
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