EUA,
15. 131 min. Direção de Wes Ball. Roteiro de T.S. Nowlin baseado em
livro de James Dashner The Scorch Trials. Com Dylan O´Brien, Kaya
Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Giancarlo Esposito, Patricia
Clarkson, Aidan Gillen, Lili Taylor, Barry Pepper, Alan Tudyk.
Dentro dos vários projetos que tentaram seduzir os Young Adults que gostaram de Crepúsculo e Jogos Vorazes,
este aqui ao menos teve uma história curiosa com basicamente rapazes
fingindo ser adolescentes e que estão presos sem saber porque num lugar
isolado que tem um labirinto móvel, que pode matar os que pretendem
fugir. Embora não fizesse muito sentido, era tenso e curioso e foi bem
de bilheteria (custou 34 milhões e rendeu nos EUA mais de 100 milhões e
238 milhões no exterior). Esta continuação que estreia simultaneamente
com os EUA já rendeu 26 milhões no exterior (não divulgaram o orçamento
mas deve ter sido bem maior do que o original).
Conversei com
alguns dos fãs da série e desse tipo de leitura, que estavam revoltados
com o filme, reclamando de várias cenas pouco convincentes (os heróis
conseguem fugir e escapar fácil demais, nem tudo é muito verossímil).
Francamente achei que estavam sendo exigentes demais. Qual o filme que
não força a barra e não nos obriga a perdoar certas soluções e
resoluções absurdas? Mas por isso mesmo que são filmes de ação e
diversão? Ou será que alguém alguma vez levou a sério Tom Cruise e seus
Missões impossíveis? Mas enfim é bom ficar prevenido que a continuação
dá uma mudança brusca na história e os rapazes (a mocinha é Kaya, que é
inglesa de nascimento mas de mãe brasileira!). E o entrecho do livro é
muito modificado, o que pode explicar esse descontentamento! O diretor é
mesmo vindo da Direção de Arte e que fez primeiro subtitulado Correr ou
Morrer e o terceiro previsto para 2017, como a Cura Mortal. Antes só
tinha dirigido curta metragens. E realmente a direção de arte aqui não é
grande coisa e francamente poderiam ter inventado vilões mais
interessantes do que o mortos vivos que parecem estar em tudo que é
seriado atualmente. E acaba tornando o filme um exemplar de horror! Onde
se tem que aceitar, por exemplo, uma organização governamental que se
chamaria WCKD que seria “World Catastrophe Killzone
Department,” (Departamento de Catástrofes Mundiais, Área de Matar)!
Fugindo
do Labirinto (Maze), os chamados Gladers chegam a uma espécie de grande
armazém de onde serão enviados para outros determinados lugares, mas
sempre sob segredo. O herói Thomas (o elenco é todo imemorável começando
por este Dylan O´Brien de Teen Wolf) é mais esperto e encontra
outro colega que já tem provas de alguma coisa esta sucedendo as
escondidas, sugando dos jovens alguma força vital. Isso naturalmente os
leva a fugir do lugar e se enveredar por uma região desértica que na
verdade teria sido antes uma grande cidade (o primeiro lugar que vão se
esconder é um velho shopping agora reduzido a esconderijo de Zombies).
Há várias fugas e perseguições, até eles chegarem a uma espécie de
batalhão secreto de guerrilheiros que enfrentam esses tiranos (e aí
temos o prazer de encontrar ao menos atores experientes que ficaram
conhecidos há mais de 25 anos atrás como Lili Taylor e Barry Pepper.
Outro conhecido o negro Giancarlo Esposito, que já estava envolvido na
trama tem um papel marcante). Mais ação, mais explosões e deixa-se a
porta para uma continuação (repare bem que deve ser apenas uma, ao
contrário dos outros do gênero que inventam logo duas para fazerem mais
dinheiro!).
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