Gracie (Jane) e Frankie (Lily) são casadas há mais de 40 anos e os maridos são advogados e sócios, Jane com Martin Sheen e Lily com Sam Waterston. O primeiro casal tem dupla de filhas já adultas, uma delas esperando o primeiro neto, o segundo um casal adotivo de rapazes, um deles negro, o outro tentando se recuperar das drogas. Eles conviveram por mais de 40 anos até que tem a surpresa realmente inesperada de que ambos pedem divórcio porque resolveram assumir o seu romance homossexual, saem do armário e apesar de tentarem ser civilizados com a situação (não é difícil nem muito mostrada a divisão de bens) fica uma mágoa muito grande que se estende pelos 13 capítulos desta primeira temporada (outro bloco já está em produção). Na verdade podiam ser menos, oito seria o numero ideal, ou nove. Porque alguns se esticam, um com flash backs desnecessários, outros insistindo no casal gay e suas idiossincrasias mais por causa da idade do que a opção sexual. E não era necessário tantos beijos na boca, quando a dupla parece mesmo constrangida (é quase uma réplica ao de Fernanda e Natália, na novela da Globo!). Depois do nono capitulo, a trama perde o fôlego e vai ficando menos eficiente.
Embora seja comédia e tenha momentos engraçados, a série não é um sitcom tradicional, não tem nem mesmo a trilha de risadas de fundo. Mas os capítulos são curtos e fáceis de ver em uma ou duas sentadas, o que é um dos grandes atrativos da Netflix. E situa-se em grande parte no que seria uma casa de praia de San Diego. Não é excepcional como poderia, mas assisti com prazer e facilidade.
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