terça-feira, 8 de setembro de 2015

Hitman: Agente 47 (Hitman: Agent 47)

EUA,15. 96 min. Direção de Aleksander Bach. Com Rupert Friend, Zachary Quinto, Hannah Ware, Emílio Dantas

O que ninguém se deu conta na estréia desta filmeco que mais parece uma produção B do que um filme de ação de primeira linha, é que ele marca a estreia na direção de um premiadíssimo e famoso na classe, realizador de comerciais, o polonês Aleksander Bach, que fez music vídeos e inúmeros comerciais super badalados. O espantoso, porém, é que o filme é muito mal realizado. Assim como as historias em quadrinhos não tem a mesma narrativa ou técnica do que o cinema, também o comercial de 30 segundos nada tem a ver com o longa metragem de cinema. É curioso que vendo o filme comecei a achar tudo tão rápido, tão passageiro que me deu a impressão de que havia algo errado. Só depois que me toquei que obviamente o diretor Bach não estudou em casa e não se deu ao trabalho de aprender com os mestres como o cinema tem um timing, uma maneira de contar a história diferente e só valorizando os silêncios, os  olhares, a representação dos atores é que a história que se conta faz algum sentido.

Na verdade, muito se falou disso, de como vários diretores de comerciais não conseguiram fazer a transposição para a tela grande, mas este filme deveria ser obrigatório nas escolas de cinema para demonstrar tudo o que não se deve fazer. Aliás, existe uma versão anterior deste mesmo personagem Hitman, que foi o Hitman Assassino 47, 2007, de outro incompetente, o Frances Xavier Gens, mas menos do que o atual. Suponho que os produtores tenham cometido esses erros pensando que um jovem ambicioso serviria melhor do que alguém estabelecido. E que aqui passaria melhor para o cinema o que é basicamente um videogame (aliás dinamarquês)! Esquecendo que pouquíssimos ou quase nenhum game se transferiu bem para cinema.

O primeiro não foi tão mal, custou 24 milhões de dólares e rendeu quase 40 (nos EUA) e tinha uma coisa bem melhor do que este, o ator era mais adequado e interessante, o Timothy Olymphant, astro da boa série de TV “Justified” (que acabou este ano). Este novo - classificado como reboot - custou 35 milhões e rendeu 17 nos EUA e mais 25 no exterior. A pior coisa foi a escolha do protagonista que é o inglês Rupert Friend (esquisito, tem um formato de cabeça desagradável, o que seria fundamental para o personagem). Ele esteve bem melhor em filmes como a Jovem Rainha Vitória e Orgulho e Preconceito.

O agente 47 é um matador de elite que sofreu um tratamento genético desde sua concepção para se tornar a perfeita maquina de matar. É conhecido apenas pelos dois últimos dígitos de seu numero de identificação tatuado no seu pescoço. Antes dele houve 46 clones mais experimentais, por isso tem força, velocidade , inteligência e resistência sem precedentes. Sua missão é uma mega corporação que planeja revelar o segredo dele para criar um exército de assassinos com poderes ainda maiores. Ele se une a uma mulher (a inglesa Hannah Ware) que esconde o segredo desses inimigos. Zachary Quinto, de Star Trek faz outra presença importante, como John Smith ( mas esta com aquela cara de nada de costume).

Paul Walker estava previsto para fazer o papel título antes de sua morte trágica. Foi rodado na Alemanha e, por estranho que pareça, em Singapura. Mas de qualquer forma, é um equivoco. Mas é bom explicar que o leigo em cinema irá notar que algo não funciona mas não saberá sacar o porquê.

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