França, 15.
96 min. Direção de Brigitte Sky. Preto e Branco. Roteiro de Serge
LePeron baseado em livro de Albertine Sarrazin. Com Leila Bekhti, Reda
Kateb, Esther Garrel, India Hair, Jocelyne Desverchére, Jean-Charles
Dumay. Brigitte Sy faz também o papel de Rita, o filho Louis Garrell é
um fotografo e a filha dela Esther Garrel faz o papel de Marie.
Ainda me lembro bem da primeira versão chamado O Astrágalo
versão de 1968, dirigida por Guy Casaril, e que foi um grande sucesso
na França servindo para lançar como estrela a ruiva e sardenta argelina
Marlène Jobert que durante alguns anos foi estrela (por exemplo em O Passageiro da Chuva
com Charles Bronson) e hoje é mais lembrada como a mãe da interessante
Eva Green. No filme estava junto do astro alemão Horst Buccholz e a
felliniana Magali Noel. Marlène se aposentou no fim dos anos 80,
trabalhando apenas com áudio books e livros para crianças sobre música
clássica. Este Astrágalo foi um enorme sucesso como
livro em 1965 da jovem argelina Albertine (que morreria com apenas 29
anos) e por extensão para Marlène). O diretor Casaril porém só fez
filmes ruins dali em diante, inclusive uma pavorosa biografia de Piaf. O
título estranho se refere a um osso do pé que a heroína quebra quando
foge da prisão.
Mas era preciso refazê-lo agora que foi
completamente esquecido? Ainda mais pela mulher do diretor Philippe
Garrel, famoso por sua incompetência assustadora (alias é um mal de
família, o pai é péssimo diretor, o filho ator Louis vai no mesmo
caminho, curiosamente ele se revelou no filme Os Sonhadores
justamente com a filha de Marlène, ou seja Eva ) e agora a mãe - que
fez curtas e um outro longa - é igualmente sem talento). A história
envelheceu mal e o elenco é extremamente fraco. O tempo a deixou ser uma
história a la Bonnie e Clyde, em que Bonnie é mais importante como
disseram os americanos como ladra, que passa a ser prostituta,
bissexual, quase uma Jean Genet feminina. Curiosamente aqui também os
dois atores centrais Leila e Reda também são argelinos e vieram do filme
O Profeta. Fugindo do que poderia ser um drama
romântico, tem um tom mais trágico e noir, por vezes antiquado (como o
uso de back projection). Mas a diretora não tem fôlego para sustentar o
que poderia ser um retrato de época, poderoso drama policial e trágica
história de amor.
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