O trabalho do diretor Petroni é o que se diria de “Old school”, nada de câmera na mão, seguindo o cangote dos personagens. É a história bem contada com planos que ajudam a narrativa sem serem preguiçosos. Ele faz Peter Bower um psicólogo atormentado pela morte de sua filha atropelada quando andava de bicicleta. A esposa estava de cama também traumatizada e ele recebe estranhos pacientes em seu escritório (veja como é propositalmente antiquado já que a trama na verdade deveria se passar em 1987). Aos poucos vai percebendo que todos eles estão mortos e procuram alguma forma de justiça, um deles especialmente que é uma menina em idade escolar, Elizabeth Valentine. Tudo isso o leva a sua cidade natal aonde ainda mora seu pai, ex-policial, com quem não tem amizade. Mas então quase na metade do filme ficamos sabendo que houve um tremendo acidente de trem que aparentemente o herói, então menino, foi responsável. Não vou falar mais, mas muita coisa ira acontecer, também alguns sustos (em geral em pesadelos como até o Batman vs Superman abusou) que ajuda a nos interessarmos pela história. A única dúvida é no final que não necessitava ter aquelas reviravoltas que parecem um pouco exageradas seguidas por dois finais também dispensáveis.
Mas não são um problema grave. Achei o filme acima da média do gênero e muito profissional.
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