EUA,
16. 107 min. Direção de Kevin Reynolds. Roteiro de Kevin e Paul Aiello.
Com Joseph Fiennes, Tom Felton, Peter Firth, Tom Felton, Cliff Curtis,
Maria Botto, Antonio Gil,Stephen Hagan.
Esperava-se que depois de A Paixão de Cristo
(04) e seu enorme sucesso comercial houvesse uma avalanche de filmes
cristãos preocupados em capturar o mesmo tipo de público. Acabou não
acontecendo e desde então tem surgido ocasionais filmes do gênero, com
apenas relativo sucesso (o mais vergonhoso foi aquele do menino que
contou que teria conversado com Jesus no céu, depois de sofrer acidente.
Só mais tarde se soube que ele tinha inventado toda a história). Enfim,
esse tipo de filme fala apenas para um público cativo (nem comentamos Os Dez Mandamentos porque
é um caso a parte!). E numa época de crise parece lógico que eles
voltem a ressurgir, até porque há também cineastas consagrados que
continuam a ter convicções religiosas.
Como é o caso deste Kevin
Reynolds, que desde 2013 estava planejando este filme (ele é mais
conhecido como parceiro de Kevin Costner, em filmes como Robin Hood e Waterworld e agora que fizeram as pazes na série de TV The Hatfields & The McCoys).
É uma espécie de continuação não assumida da Paixão, mostrando os 40
dias depois da morte de Cristo até sua ressurreição. Isso contado pelos
olhos de um tribuno que não acredita nele, Clavius (feito por Joseph
Fiennes, de Shakespeare Apaixonado, irmão do mais famoso Ralph Fiennes). E seu ajudante Lucius (Felton, que foi Draco em Harry Potter)
que tem a missão de tentar descobrir o que aconteceu nas semanas depois
da crucificação e desmentir os boatos de quem ele teria se levantando
dentre os mortos e assim prevenir um possível motim em Jerusalém.
Rodado
em Malta, como está na moda, e na Almeria desértica da Espanha, o filme
não traz nenhuma informação nova, repetindo tudo aquilo que a gente já
sabe. Talvez por isso tenha tido uma carreira medíocre de bilheteria (30
milhões), ainda assim melhor do que o outro que o seguiu chamado O Jovem Messias,
que foi massacrado pela crítica e rendeu apenas 3 milhões e pouco (deve
estrear em 23 de março), que será seguido por outro chamado Milagres do Paraíso,
com Jennifer Garner, sobre garota que tem doença grave que
aparentemente é curada (Prevista para 21 de abril no Brasil, este
aparenta ser melhor).
Ressurreição é prejudicado
não apenas pelo roteiro fraco mas pelo próprio ator central, que nunca
convenceu e muito menos aqui. Na verdade, este tipo de história, feita
por um profissional competente, interessa apenas aos crentes. Aos que
tem fé. No caso tem uma estrutura quase policialesca, mostrando o
conflito entre judeus e romanos, envolvendo ainda Maria Madalena (a
argentina Maria Botto) e Pilatos (Firth). Chega a dar uma visão ate
interessante da situação na região mas não consegue resolver bem o
enigma. Enfim, uma opção só para os de muita fé. Nunca para os que
optaram para a Vida de Brian.
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