Nunca assisti a série de teve cujos cinco capítulos também foram realizados por Julia Rezende, filha do diretor Sergio Rezende e a produtora Mariza Leão (ela estreou com curta que ganhou o I Festival de Paulínia e no ano seguinte retornou com outro, demonstrando o talento que confirma aqui. Também ela dirigiu a serie).Mas a julgar pelo que vi na noite de segunda-feira, com a sala quase cheia num shopping de Cotia, o publico adora o filme e ri para valer. E realmente ele é muito melhor do que a média, inclusive porque não cai na chanchada rasgada de outros.
Teme-se que o humorista Fabio Porchat esteja se expondo demais e acabe cansado o publico (vide Jim Carrey no exterior, Marcelo Adnet por aqui) justamente no momento em que esta chegando a papéis centrais e saindo-se bem ao criar uma “persona”, um tipo particular um pouco efeminado, mas que no fundo é apenas um sujeito meio infantil, de bom coração e sentimentos puros, que fala demais, é pão duro e não entende nada de mulheres.
A esta altura ele já desenvolveu um tipo de diálogo, minto, seus textos são longos, quase monólogos, que ele diz rapidamente, despejando besteiras e perolas filosóficas. O engraçado é que por causa dos filmes anteriores a gente já se acostumou com ele e passou a gostar do personagem.
É evidente que este longa nasceu de um acordo com uma companhia italiana de viagem marítimas e portando feito para louvar os prazeres da excursão (nem se menciona por exemplo o vento inclemente e se pula simplesmente a sequencia do enjôo obrigatório e do mar jogando os passageiros de um lado para outro, todos esses constantes do gênero “filme de navio”. Mas tudo bem o país é pobre, não teria outra maneira de se bancar um filme assim internacional, com paradas em Casablanca e Italia e foi com certa nostalgia que revisitei o genero (que me fez lembrar os filmes de férias que os italianos justamente faziam nos anos 50-60 com Alberto Sordi e belas mulheres!).
Enfim, já começa com o casal se casando no civil (mas ela com roupa de noiva)e partindo para a lua de mel no navio (só pelo release que soube que eles se conheciam há pouco tempo), Fábio trabalha com festas de crianças no bufet do pai e ela Miá é uma jornalista bem colocada. À Bordo encontram um ex-namorado dela e a mulher deste, que é médica alternativa e que por coincidência foi a paixão do herói quando criança (alias mais uma vez o garotinho nada tem a ver com o Fabio grande!). Na viagem a bordo, se envolvem com um casal de atendentes vigaristas mas de bom coração (não sei como a Costa não reclamou deles mas os dois ajudam muito em sustentar o ritmo da historia) e tem ate uma aparição super simpática de Elke Maravilha (por sinal, ela foi o tema do curta original da diretora).
O filme ameaça se perder no final do primeiro ato, mas dá uma reviravolta e consegue terminar muito bem (a moça Julia tem jeito para a comédia e também o romance). Auxiliado e muito pela presença muito divertida de Rafael Queiroga – o Elmiro Miranda da teve- como o amigo Cabeça (que tem algumas das melhores sacadas).
Não gosto de ver este tipo de comédia nacional com a imprensa e posso me atrasar um pouco ao esperar assistir com o publico, que é sempre o melhor juiz. Comecei a ler uma mas dizia o óbvio, chamando o filme de apressado etc e tal. O Importante é que conseguiram lhe dar estrutura e dosar o humor de forma inteligente, sem apelar demais.
Ref fim.


Esse tipo de filme sempre tem dois lados da imprensa: os que fecham os olhos para os defeitos e se esforçam para ver potencial nas piadas e os que não conseguem engolir esse tipo de coisa e tentam explicar todos os problemas.
ResponderExcluirOlá Rubens! Muito obrigado por ainda manter este trabalho, é de extrema importância. Vi esse filme ontem e também gostei. Forte abraço! Tiago, de Sorocaba/SP.
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