Critica de Francisco Cannalonga.
Hopper Stories. França/Dinamarca/Alemanha , 2013. Dirigido por - Mathieu Almaric, Sophie Barthes, Dominique Blanc, Martin de Thurah, Sophie Fiennes, Velérie Mréjen, Valérie Pirson, Hannes Stor.

O adjetivo mais comum para esse tipo de filme - antologia de curtas, de vários diretores diferentes, sobre um tema em comum, certamente é “Irregular”. Hopper Stories não é irregular. De certa forma, é bem regular em sua característica básica:. é péssimo. Oito curtas metragens, dirigido por jovens diretores, aparentemente talentosos, todos se encontram na limite entre ruim e péssimo. É uma serie de 8 curtas, cada um deles inspirado por uma pintura de Edward Hopper painting. A serie foi comissionada pelo canal de teve Arte France e produzida por Didier Jacob, En Haut des Marches. Elçs são The 8 shorts are 'Next to Last' do ator Mathieu Amalric com o famoso documentarista Frederick Wiseman como Edward Hopper, 'The Muse' de Sophie Barthes com Michael Stuhlbarg, 'Hope' da atriz Dominique Blanc com Clemence Poesy, 'First Row Orchestra' de Sophie Fiennes, 'Conference at Night' de Valerie Mrejen, 'Rupture' pela diretora de animação Valerie Pirson, 'Berlin Night Window' do alemão Hannes Stohr, 'Mountain' do dinamarques Martin de Turah.
Edward Hopper, famoso pintor e artista gráfico americano, certamente não apreciaria muito os curtas-metragens que se originaram a partir de sua obra. Ah, esqueci de mencionar, o filme como um todo presta homenagem a Hooper, não que isso queira dizer muita coisa, provavelmente nem os mais fanáticos pelo pintor vão conseguir apreciar as obras, tamanha pedantismo, falta de contexto e formatação desses filmes. É difícil até mesmo de tentar selecionar um ou outro que mais agradou ou que desagradou mais.
O maior desapontamento talvez seja o curta de Sophie Fiennes, irmã do ator Ralph Fiennes e diretora de dois filmes estrelados pelo filósofo marxista Slavoj Zizek - O Guia Pervertido do Cinema e O Guia Pervertido da Ideologia. Em ambos filmes, mesmo que Zizek roube completamente a cena, Fiennes consegue impor um divertido e inventivo estilo visual, misturando o filósofo com cenários de filmes que ele discute durante a projeção. Neste projeto, é um tédio total.Apesar de ter apenas 40 minutos.
Apesar da proposta interessante - criar um curta metragem livremente a partir de uma pintura de Edward Hooper, o resultado não é nada menos do que constrangedor. Levem um travesseiro.
Fm

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